Wednesday, September 03, 2008
i'm back
Thursday, July 03, 2008
malditos, malditos, malditos!!!!
Tuesday, June 24, 2008
one of those things - radiohead at victoria park, london



show do radiohead hj a noite, nem consigo dizer nada. ficam aí unas fotijas e o set list absurdo. qndo eu voltar de glastonbury coloco vídeos.01 - 15 Step
02 - Bodysnatchers
03 - All I Need
04 - The National Anthem
05 - Pyramid Song
06 - Nude
07 - Arpeggi
08 - The Gloaming
09 - Dollars and Cents
10 - Faust Arp
11 - There There
12 - Just
13 - Climbing Up The Walls
14 - Reckoner
15 - Everything In Its Right Place
16 - How To Dissappear Completely
17 - Jigsaw Falling Into Place
Bis 1:
18 - Videotape
19 - Airbag
20 - Bangers ‘n Mash
21 - Planet Telex
22 - The Tourist
Bis 2:
23 - Cymbal Rush
24 - You And Whose Army?
25 - Idioteque
Monday, June 23, 2008
santa barbara






















Thursday, June 19, 2008
london
Eu cheguei em Londres ontem de manhã, num fuso horário muito do estranho e com 3 horas de atraso. O tempo aqui tava meio sol, meio nublado, típico de Londres e tipo uns 18 graus, tipo metade do que tava em NY. Pelo menos os dias duram pra sempre, tipo as 10 da noite ainda tá claro lá fora.
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Enfim, chegar em Londres foi muito, muito estranho. Porque continua tudo exatamente igual, as pessoas, os lugares, as ruas, o meu número de telefone, o meu cartão do metrô que ainda tinha dinheiro dentro, tudo! E como eu saí daqui muito morrendo de vontade de sair daqui, voltar 7 meses depois e encontrar tudo igual meio que me deu um flashback ruim.
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Qndo eu mudei pra cá no final de 2006, o Hugo já tava aqui há uns 6 meses, e morando num hotel espelunquinha do lado da escola dele. Eu cheguei e fiquei na casa do Chris, um amigo meu, mas a gente queria uma casa muito rápido, e eu disse pro Hugo que em uma semana a gente ia ter uma casa. Não deu outra, enquanto ele tava ocupado com a escola eu vi milhões de apartamentos e o nosso era um que a gente só não se desencontrou com o cara por um segundo e ele não queria alugar pra estudante, mas a gente ofereceu pagar 3 meses adiantado e ele queria se livrar do lugar logo pra ir viajar no natal, então não resistiu. Eu cheguei em Londres numa quarta-feira a noite. Na quarta-feira seguinte a gente tava dormindo na nossa casa pela primeira vez. E como o Hugo tava morando num hotel, já tinha revirado essa cidade atrás de um lugar antes de eu chegar e eu tava num quarto da casa da minha mãe que não era mais o meu antes de vir, e muito enjanbrada em NY antes disso, os dois com um trauma de ficar se mudando, ter a nossa casa teve todo uma importância a mais. Então a gente queria muito que fosse um lar, e não uma casa de estudante internacional.
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Os apartamentos aqui vem quase sempre mobiliados qndo vc aluga, e o nosso tbém veio, com cama, armário, fogão, geladeira, sofá, tudinho, e um carpet cor de salmão horroroso que a gente fez um acordo com o landlord que a gente ficava com o ape se desse pra tirar o carpet. No sábado de manhã eu acordo e o Hugo já tinha tirado quase tudo. Então a gente pegou o carpet e uns móveis que a gente achava feio, alugou uma van e mandou de volta pra casa do cara, lixou o chão debaixo, que era lindo e de madeira, pintou em cima, comprou altas coisas, porque não vem com prato, talher, essas coisas menores, Hugo tirou a cortina do banheiro e colocou um box de vidro e até construiu um trocinho de mandeira e pintou de preto pra dar um acabamento melhor no canto da lareira. Enfim, virou a nossa casa. E ela era muito da legal, tinha várias plantas e a lareira funcionava de verdade, era a gás, mas fazia um fogaréu e eu gostava de dormir no chão na frente dela no inverno, tão perto que quase queimava as costas. Eu passei muito tempo do meu ano passado dentro dessa casa.
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Aí eu fui embora e o Hugo até podia ter alugado meu quarto pra alguém, mas ele não quis, disse que não queria morar lá com nenhuma outra pessoa. Por sorte bem na época, a menina que morava num dos quartos da casa do Erwan, o melhor amigo do Hugo aqui, tava indo morar com o namorado e o Hugo ficou com o quarto dela.
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Esse quarto é bem grandão e o Hugo trouxe tudo o que era nosso com ele. A tv de £9, que a gente comprou num yard sale e ainda tem o post it com o preço colado em cima, o móvel de ferro vermelho, o vaso de flores que ele acidentalmente roubou da outra casa porque achou que fosse nosso, os travesseiros que agora ele tem em dobro na cama dele porque juntou com os meus que eu deixei pra trás, os sacos de dormir, o espelho do meu quarto, as plantas, as chícaras de chá lindonas, bem compridas com detalhes em dourado, nossos talheres que agora estão misturados com os do Erwan, os panos de prato, os abajures... Enfim, tudo o que tava lá que era nosso, agora tá aqui, e eu tô aqui, mas essas coisas não são mais minhas. E as coisas que a gente faz tbém são as mesmas. Qndo eu cheguei de manhã o Hugo tava ouvindo o mesmo album do Morrissey que a gente sempre ouvia de manhã, largado na cama dele trabalhando, como em toda manhã. E as flores do vaso tavam secas e podres, igualzinho antes, porque nenhum dos dois se ligava de tirar. E na escola tava todo mundo igualmente enlouquecido fazendo projetos. E qndo eu voltei pra casa eu fiz o que eu sempre fazia, comprei flores frescas e uma lasanha do Marks & Spencer. E um garrafão de Perrier na deli da esquina.
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E cheguei em casa e me deu um desespero, do tipo "caralho, me tira daqui!! Voltei pra vida da qual eu tinha fugido!" Foi muito estranho, mas na verdade não foram essas as coisas que me fizeram sair correndo, foram outras, que nem existem mais. Eu tô shaking the bad flashback off aos poucos, porque essas coisas eu adorava. A casa, as pessoas, as minhas coisas. E mesmo sendo uma sensação estranha, é no fundo extremamente confortante, e ao mesmo tempo em que eu me sentiria em casa na casa do Hugo seja ela qual fosse, essa tendo tantos resquícios meus me faz sentir mais em casa ainda.
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E aí hj eu não saí dela, passei o dia todinho aqui, de pijama embaixo das cobertas, meio com um ruinzinho de sair na rua, aqui quietinha, tentando reabsorver Londres no meu sistema, pra poder aproveitar ela. E já com uma gripe e uma dor de estômago, como não podia deixar de ser. Mas a noite eu saí pra jantar com o Chris, o mesmo que eu fiquei na casa qndo cheguei, que é meu amigo e tipo pai e fada-madrinha desde que eu cheguei aqui pela primeira vez, três ano e meio atrás. Ele sempre me dá um teto e se certifica que eu tô bem, e larga as coisas pra me dar um colo em momentos de desespero. E depois fui tomar minha cerveja preferida of all times com a Claudinha num bar que eu adoro perto da casa velha. E aí me dar conta de que eu posso falar que tem alguma coisa que é minha preferida em algum lugar que eu adoro aqui foi genial. E eu vim andando pra casa bem mais feliz, e mais confortável. E me sentindo em casa mesmo. E me fez feliz entrar e largar minhas coisas em cima do móvel vermelho que eu conheço tão bem.
Tuesday, June 10, 2008
road trip day 1 - los angeles to santa barbara
nosso carrones




a gente saiu pra nossa road trip dia 20 de maio de manhã. eu, meu amigo kevin e a amiga dele, elheme. não sei se eu contei pra todo mundo como isso rolou, então lá vai resumido. eu conheci o kevin ano passado em londres no mestrado, ele tava na turma de fotojornalismo que eu abandonei pra ir fazer o fine art. ele é de orange county e depois do curso tbém voltou pra casa. qndo a minha viagem tava todinha programada de trem, eu escrevi pra ele dizendo que ia tá em los angeles, se ele tava around e tal. ele me respondeu dizendo que estava saindo numa road trip com uma amiga francesa que estava vindo visitar e me convidou. eis que eram exatamente as mesmas datas que eu ia ter pra ficar por aí, entre o casamento da marida e encontrar craudinha em NY. topei na hora. eu conheci a elheme no domingo, morrendo de medo da gente se odiar, mas ela é ótima e a gente se deu super bem. na terça de manhã eles me pegaram na casa da cris, numa mercedez de uns vinte anos de idade. gigante, cor de champagne, símbolo na frente dourado, bancos de couro bege, tipo boy de vila mesmo. e cara de que não ia aguentar nem os primeiros quinhentos quilômetros, porque fazia um poc poc poc contínuo e alto, que o kevin jurava que era bem normal.
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tava nublado em los angeles, o primeiro dia fresco em vários de calor absurdo. eu achei até bem agradável. bem da burra na verdade, porque o frio que eu passei depois disso não foi nem um pouco agradável. eu vim preparada pro calor, pra viver a vida sobre as ondas. na minha mala modesta, a menor que eu já fiz pra fora do país, tinham dois pares de meia, uma calça jeans, uma calça de malha daquelas molinhas de fazer yoga, um cardigan fininho, a blusa que eu roubei do vô do murilo, uma camiseta de manga comprida e uma outra blusa tbém de manga comprida bem bonita, mas que é só pra enfeite mesmo, porque o tecido é frio, fino e sintético. fora isso, inúmeros vestidos, shorts e camisetas, um biquíni, uma canga, uma toalha e um protetor solar que eu não cheguei a usar. ao invés da vida sobre as ondas eu ganhei uma vida sob os ventos. violentíssimos diga-se de passagem.
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enfim, voltando. o plano era subir a costa da california pela highway 1, aquela famosa dos penhascos, curvas, desfiladeiros e do pacífico azulzinho acompanhando do lado. ela tbém entra em alguns momentos e junta com a 101 e aí tem de tudo, mato, montanha, deserto, plantação. a primeira parada seria santa barbara onde o kevin tem uma amiga. so off we went. levou um tempo pra conseguir sair do trânsito em los angeles e o primeiro contato com o mar foi malibu. eu devo confessar que a primeira vez que eu vi o pacífico, uns dias antes, eu tava super animada e me decepcionei, porque era igualzinho ao nosso marzão velho do paraná, só que com muita alga e uma água muito muito gelada. mas a medida que a gente foi se afastando das praias eu comecei a entender. e na falta de palavras certas, espero sempre que fotos se expliquem por mim. mas de repente minhas duas câmeras e um par de olhos não eram suficientes. eu olhava pra trás e pra frente e pro lado, e fotografava e fotografava e pensava em mais pares de olhos para mais câmeras. foram dias de estrada até eu conseguir relaxar e dormir ou ler no carro, todo aquele meu pedido da amazon intacto na minha mochila.
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e eu nem sabia que aquilo não era nada, que o bonito mesmo ainda estava por vir. agora olhando as fotos pra por aqui tô meio com vergonha, porque não parece assim nada demais, mas eu juro! eu juro que era bem lindo.
i heart new york
Wednesday, June 04, 2008
the end has no end
a whole bunch of random LA stuff




la brea tar pits
esse laguito aí com esses seres pré-históricos é na verdade um "lago de pixe", na falta de uma expressão melhor. o pixe endurecia e animais e plantas que passavam por ali ficavam presos e aí virou fóssil e eles acharam fósseis que datam da idade do gelo. até hj dá pra ver as bolinhas na superfície, dos gases que vem de debaixo da terra.
ped xing
mais um exemplo da estupidez humana. no caso, a minha. eu ja tinha visto essas placas, mas não prestei muita atenção, pensei que estivesse perto de chinatown e que as coisas fossem escritas em chinês. o que não seria nenhuma surpresa, já que metade das coisas aqui, inclusive placas de trânsito são escritas em inglês e espanhol. achei chinês normal. mas aí eu comecei a ver essa peida em todo lugar e começou a me incomodar. afinal, porque diabos estaria tudo escrito em chinês all over? aí eu perguntei pro kevin. e eis que ped xing é abreviação pra pedestrian crossing.















